Começos ou recomeços são sempre difíceis pelas as incertezas que eles trazem, para alguns tipos de personalidades se torna mais difícil, não por serem acomodados, mas por terem maior dificuldade de adaptação a novas coisas ou pelo medo das situações desconhecidas.

Os recomeços, muitas vezes, acontecem sem nossa escolha ou consentimento após um rompimento, uma perda.

Outra dificuldade do recomeço é o deixar as coisas velhas, os hábitos, o rotineiro, o conhecido para trás, estas coisas, geralmente, envolvem emoções e sentimentos bons e ruins que insistem em estar presentes. O processo de luto ocorre em qualquer tipo de perda, e sua intensidade será maior ou menor conforme o significado do que foi perdido.

Aos poucos, com o decorrer do processo de luto, as substituições vão acontecendo, substituição de tempo que era dedicado a pessoa, de objetos que possuem significados, de pensamentos e de pessoas. As substituições precisam ocorrer, pois este é o curso saudável da vida e do luto.

O término de um relacionamento entre casal pode gerar muita dor, pois envolve muitas emoções, mudanças no estilo de vida, projeções de futuro, amigos em comum, segredos, família, dentre outras coisas importantes. E apesar do desejo de ter relacionamento que durem eternamente nem sempre é possível pois, não depende da vontade de apenas uma pessoa, depende de duas e muitas vezes até de mais que duas.

Assim, por mais dolorido que seja, o melhor é aceitar o fim e se refazer como um, ou solteiro novamente, não vou dizer que isso é fácil, o ser fácil aqui dependerá da sua autoestima e de como você conduziu sua vida durante o relacionamento.

O término de um relacionamento importante impactará em todos os aspectos da sua vida e será sentida de alguma forma, pois sempre haverá alguma mudança, haverá uma adaptação a algo diferente do que estava acontecendo, poderá ocorrer insegurança diante da nova situação.

Mas, o que fazer para que o novo começo ocorra bem e com o mínimo de sofrimento? Abaixo as 12 atitudes para recomeçar bem após o término de um relacionamento.

  1. Aceite a situação:A primeira coisa que você precisa fazer é aceitar o fim do relacionamento e movimentar-se para desvincular-se. Se o outro ou você terminou o relacionamento de alguma forma ou por algum motivo, foi porque um de vocês considerou que não estava bom e que não queria mais continuar. Assim sendo, sei que é difícil assumir isso, mas, ACABOU e, qualquer tentativa de implorar para o outro ficar com você não será saudável. Você vai fazer concessões que não faria em outro momento, a outra parte vai te exigir cada vez mais e poderá acontecer um relacionamento doentio, no qual não haverá acordos, nem trocas, mas sim subserviências.

  2. Tire definitivamente da sua vida: Assumiu de acabou? Tire da sua frente, tudo a que faça lembrar da outra pessoa. Disse tudo! Não precisa devolver ou jogar fora, guarde em um local inacessível as fotos, presentes, lembranças que são carregados de emoção (para que em um momento de consciência sem raiva ou rancor planeje o destino adequado).

  3. É importante que: Não fique bisbilhotando perfis em redes sociais, nem pedindo que outros vejam e te contem, isso serve para o virtual e o real; não frequente lugares que vocês frequentavam juntos; não pergunte sobre ele; delete os contatos dele.Você precisa de um tempo e distância para curar suas dores e feridas, para pensar, se analisar, se reconstruir e conseguir ter relacionamentos mais saudáveis depois, sem vínculo nenhum com este anterior.  Não é para ter inimizade, é uma distância segura para desvincular da pessoa.

  4. A vida se mantém e continua: Ficar um tempo triste, chorar e ficar deprimida é normal, mas que isso não dure, com o passar do tempo as cicatrizes vão fechando e as lembranças vão ficando cada vez menos doloridas. Se esta dor não diminuir com o tempo, procure ajuda profissional.

  5. Cuide da sua autoestima: Você precisa se cuidar, da saúde física e psicológica, aparência, corpo, cabelo, da sua cultura. Muitas pessoas se sentem péssimas e culpadas pelo término do relacionamento, sentem tristeza, sentimento de menos valia, culpam a aparência, o poder aquisitivo, nível acadêmico, hierárquico, é hora de cuidar da autoestima. É preciso analisar e perceber o que disso tudo é real e o que é só para justificar a situação. É preciso traçar objetivos alcançáveis a curto, médio e longo prazos para sair da condição que se encontra e não ter motivos para se sentir pior que os outros. É importante que não seja pessimista, dizendo a si mesmo que vai morrer sozinha que nunca vai encontrar alguém, este pensamento não funciona a seu favor, então tire-o da cabeça!! Faça coisas por você, seja importante para você, demonstre amor por você.

  6. Controle seus pensamentos: Quando algo impactante acontece, o pensamento se dedica excessivamente aquele assunto e parece que eles não saem da cabeça, é como se invadissem sem permissão e ficassem incomodando! No término de um relacionamento importante isso também acontece, vem aquele choque, uma revolta, uma raiva, questiona-se o porquê, o que foi feito de errado, a autodesvalorização, pensamento de vingança, a depressão, são muitas emoções juntas e parece difícil administrar. O início de todas estas emoções está nos pensamentos e na manutenção deles, quando vierem pensamentos ruins tente mudá-los, isso irá ajudar bastante neste novo começo de vida. Um Psicólogo Cognitivo Comportamental tem conhecimento de técnicas eficientes para controle de pensamento, sentimento e comportamentos, com esta abordagem psicoterapêutica você será direcionado a passar por esta fase de forma saudável.

  7. Enxergue seu ex como um ser humano normal e seu relacionamento anterior como um relacionamento normal:Relacionamentos e humanos possuem defeitos e qualidades. Não exagere pensando só nas coisas boas, mas também não o considere o pior pesadelo do mundo. Seja realista, assim será mais fácil pensar no tipo de relacionamento que você teve e o que não vai querer no próximo. Ver a realidade evitará que idealize seu ex ficando mais fácil desapegar. Ao vê-lo como um ser humano e não como monstro, não precisará gastar seu tempo planejando vingança. Enxergar a realidade é bastante saudável. Assim também proceda com ao analisar seu relacionamento anterior, lembre-se que ele não foi perfeito, mas que não foi o pior, existiram momentos bons e ruins.

  8. Preencha sua vida: Saia de casa, se inscreva numa academia, mude o cabelo, emagreça, procure saber sobre como se vestir melhor, faça cursos, aprenda novas coisas, experimente fazer uma alguma coisa que você sempre quis, mas não tinha feito ainda, faça trabalho voluntário.

  9. Analise o que você aprendeu com os erros e acertos: Não veja o relacionamento anterior como um tempo da sua vida perdido, pense no que você aprendeu, quais foram os erros que você cometeu que pretende não cometer mais, analise as características que o ex tem que você quer evitar nos futuros relacionamentos. Procure se conhecer mais, analise seus relacionamentos e términos, veja as características de pessoas que você se relaciona e que te machucam. Procure um psicólogo para se conhecer, para te direcionar para descobrir se há algo em você que precisa ser compreendido e modificado para que tenha melhor qualidade de vida. Ele ajudará a “calibrar seu radar” para encontrar pessoas que sejam mais compatíveis a você e não as suas “carências afetivas” (esquemas cognitivos).

  10. Assuma seus erros e corrija-os:Esta é a parte mais difícil, pois sempre consideramos a outra parte a errada. Porém, para que você mude os resultados, para que tenha relacionamentos mais satisfatórios, examine seus comportamentos e pense como você poderia ser uma melhor pessoa, lembre-se das reclamações mais recorrentes que fazem a você, observe se são reais e procure melhorar.

  11. Cuidado com as interpretações exageradas de sinais e comportamentos que o ex emite. Existem pessoas que precisam manter uma lista de admiradoras para se sentirem bem, outros terminam relacionamentos e ficam com dó da outra parte e querem dar uma assistência, para dar uma de bonzinho. Isso prejudica porque a pessoa que foi deixada pode nutrir esperanças de que haverá volta, de que o outro ainda gosta, assim, qualquer sinal é considerado um grande alarme para reativar as esperanças e sentimentos. Por isso é bom eliminar os contatos, decidir e assumir o término para não fazer más interpretações de comportamentos mínimos que não significam nada!

  12. Perdoe e deixe ir: Não se culpe por ter se submetido a um relacionamento que de alguma forma te prejudicou, pense que a escolha que você fez naquele momento e situação foi a melhor que podia ser feita, que qualquer pessoa no seu lugar com a sua experiência faria o mesmo.  Não culpe só a outra parte pelos problemas do relacionamento.  Perdoe-se para se livrar da carga de sentimentos e ruins e viva livre, solte, tire o peso dos seus ombros. Deixe que cada pessoa aprenda com as consequências de seus próprios comportamentos.

  13. Dê um tempo para cicatrizar as feridasEspere uns meses para iniciar um novo relacionamento, é preciso um tempo para que haja uma “limpeza” do relacionamento passado, para que as feridas fechem. Para que ao começar algo novo, seja com a nova pessoa e que seja a nova pessoa que esteja presente e não o fantasma da pessoa anterior. Este tempo é para que um novo namorado não venha para mostrar para o ex, que você conseguiu primeiro, ou que tem namorado também, para mostrar que você está bem, que é melhor que ele.  Feridas de relacionamento só cicatrizam com um bom relacionamento entre você e seu amor próprio, para que não dependa de ninguém para estar bem e feliz, só de você mesmo!

Reconheço que estas atitudes não são fáceis de serem colocadas em prática, mas valem a pena, pois trazem um grande alívio e independência de uma pessoa que é passado em sua vida.

13 atitudes para recomeçar a vida após o

término de um relacionamento

importante

Caso não consiga fazer algo por você, mesmo depois de muitas tentativas, procure um psicólogo! A melhor maneira de se ajudar é a psicoterapia, na Terapia Comportamental Cognitiva existem técnicas para trabalhar com esquemas cognitivos muito eficazes para casos como esses que possuem “raízes” bem profundas, geralmente na infância ou adolescência.

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 Psicóloga e Coach Celma Maciel 

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